quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pilates Workshop com Troy McCarty

Olá, Vou trazer a lisboa, ao meu estúdio aqui no ginásio Academia, o Troy McCarty. Podem ver o seu curriculum em: http://www.whitecloudstudios.com/ Uma amostra do seu trabalho e das suas ideias é apresentada no youtube. Podem dar uma vista de olhos: http://www.youtube.com/user/troywmcc O workshop decorrerá nos dias 20 e 21 de Junho deste ano e terá o seguinte conteúdo (proposto pelo próprio Troy): Workshop with Troy McCarty We will cover the following: Elongated Spring and the Recoil Spring how it applies to movement. My approach to the classical technique as I have learned from my teachers. -Assisted stretching on the reformer and the trap table. -Effective cueing both verbal and tactile. -Imagery an tools to help your clients grasp some of these exercises. I will provide a handout of each day for your participants for notes and there will be some visual cues on my handouts from my own manual.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Método Pilates - Um belo instrumento ao nosso serviço

Hoje chegou um possível cliente ao meu estúdio querendo saber informações sobre a prática. É uuma senhora com formação superior, com muita sensibilidade e aparentemente muito segura do tipo de serviço que quer ter. Perguntou quem trabalhava aqui e de onde vinha a formação em Pilates. A dita mulher teve contacto com aulas de Pilates no Brasil, num estúdio pertencente à escola que me formou: The Pilates Studio Brasil. Por ter tido uma muito boa experiência com o trabalho de estúdio estava preocupada em encontrar um estúdio onde o mesmo tipo de trabalho fosse oferecido. Quando percebeu que tinha encontrado um espaço, em Lisboa, onde o trabalho que procurava é praticado, a primeira coisa que disse foi: "É que eu já estava entrando no nível intermediário e estava gostando muito do trabalho".
Esta frase deu-me em que pensar. O trabalho de Pilates não passa de exercício físico. A forma como é ensinado, para fins didácticos e pedagógicos, obriga à divisão em níveis: básico, intermédio e avançado (e super-avançado). Em várias entrevistas a praticantes e professores de Pilates que trabalharam directamente com o Joseph Pilates, pude ler - o que não me surpreendeu - que na época do Pilates não havia essa coisa dos níveis. Havia sequências que eram ensinadas e exercícios fora de qualquer sequência que eram praticados conforme as necessidades dos praticantes.
No início da minha prática como instrutor de Pilates segui à risca as indicações que me foram passadas sobre o método. Assim, o meu objectivo era mais o de progredir com os meus clientes pelos vários níveis seguindo o protocolo. Tive bons resultados. No entanto, fui me apercebendo que, de facto, a divisão em níveis só faz sentido numa prespectiva de ensino, de formação, de sistematização e passagem do conhecimento. Fui me apercebendo que ao centrar-me em progredir pelos vários níveis estava a centrar-me no Método e não nos corpos que tinha em mãos.
A meu ver o Método Pilates, como qualquer outro método de exercício físico, foi criado para servir os seus utilizadores e não o contrário, isto é, para se servir dos seus utilizadores. Numa perspectiva histórica acho importante manter viva a prática tal como ela foi criada. Numa prespectiva de formação, de passagem do conhecimento, já tenho algumas dúvidas se a divisão em níveis, hoje aceite nos meios de formação em Pilates, será a mais acertada.
Voltando à mulher que me procurou, vejo que, para quem queira vender o seu serviço em Pilates ou outra coisa qualquer, pode até ser vantajoso criar níveis de "competência" explícitos para os clientes. É que, assim, se joga com o EGO das pessoas. Quem não gosta de satisfazer o EGO sabendo que "passou" para o nível intermédio ou que "já faz" o avançado?... Não vejo que haja algum mal nisto uma vez que o método é mesmo muito bom para o Ser - corpo e mente - seja aplicado por níveis ou não. Entendo, no entanto, que nós instrutores devemos usar o Método para servir os corpos dos nossos clientes e não vice-versa.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

2º ANIVERSÁRIO

Hoje faz dois anos que inaugurei o meu estúdio - Estúdio Nuno Gusmão - aqui no ginásio Academia, em Santos. Foi um passo que tinha que ser. Não foi nada problemático, não foi sequer complicado. Tinha que ser. Recordo-me que dois meses antes já eu dizia que o meu estúdio ia abrir em Abril desse ano. Escrevi mesmo isso num dos meus livrinhos que me acompanham sempre. Quando me perguntavam onde iria abrir eu não sabia responder, ainda não tinha nenhum local, apenas tinha a certeza de que iria abrir em Abril. . . E assim foi! Já somos muitos aqui a trabalhar: Eu, o João Lobo, A Edite Caetano, a Sara Freitas, a Patrícia Abreu e a Thais Caniceiro. Além destes já residentes, tenhp uma leva de aprendizes que estão doidos por começar a trabalhar à séria. Para já ainda estão como estagiários... Vamos no segundo curso de formação e para ao ano parece que sempre vai haver mais uma "fornada" de aprendizes... Trabalhar assim neste ambiente é um prazer! Obrigado a TODOS os meus colegas e os meus alunos!!!

terça-feira, 17 de março de 2009

Em terra de cegos...

Estas coisas são mesmo assim. Começam devagar, pé ante pé, sem fazer muito barulho, quase em surdina. Alguns mais afoitos percebem o valor da coisa e lançam mãos. Outros começam então a ver os resultados e percebem que, para estarem onde toda a gente parece se dirigir, têm também que correr atrás. Sempre foi e sempre será assim. Resistimos à novidade pelo simples facto de ser novidade, por não se encaixar nas nossas rotinas, no nosso mundo certinho. Depois, quando a novidade já anda de boca em boca, então é melhor acreditar mesmo nela para não perder o rebanho. Não está mal. É assim!
E assim se fazem reis em terras de cegos. E muitas vezes o rei vai nú... Por isso o melhor mesmo é continuar com um pé diante do outro e gozar o caminho, aproveitar cada passo. É que reis há muitos e todos eles destinados a serem destronados. Com coroa ou sem ela os pés cheiram mesmo todos àquilo que se pisa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Opções...

É só um ponto de vista, uma forma de pensar e de estar na vida, no mundo. Posso ter que mudar esta forma de pensar e de estar, nunca sabemos onde nos levam as circunstâncias da vida.
Durante a minha carreira - com quase 20 anos de prática já me sinto bem em falar em carreira - sempre aconteceu ter que decidir e fazer as minhas opções fora dos grandes intervenientes do mercado. Nunca vesti uma marca, nunca foi adoptado por nenhuma delas. Não que eu esteja contra ou que não quisesse. Claro que gostava de ter sido apadrinhado e garantido por algum parceiro de nome que me abrisse o caminho e me facilitasse a vida. Tal nunca aconteceu e hoje agradeço sinceramente este caminho que fui trilhando. Não quero com isto dizer que não tive ajudas - grandes ajudas - e apoios dos responsáveis pelas empresas com quem trabalhei. Continuo a admirar algumas das pessoas que quiseram apostar em mim em determinada altura do meu percurso.
Sei que qualquer opção que tomemos na vida, qualquer ponto de vista, tem sempre consequências. Tenho aprendido que nem todas as escolhas são apreciadas pelos nossos pares, pelos nossos parceiros sociais, pelas nossas relações. Assim sendo, apesar que escolhermos o que nos parece melhor para nós, haverá sempre alguém que não reconhece esse benefício. Não podemos agradar a toda a gente e isso não nos deve deter de fazer opções, de fazer escolhas conscientes. Quando não optamos por aquilo que queremos estamos a ceder (optar) por aquilo que não queremos.
Quando queremos fazer escolhas no campo profissional - e nos outros campos da vida também-, hoje em dia, temos que estar muito conscientes e cientes daquilo que verdadeiramente queremos porque as solicitações e as ofertas daquilo que não queremos podem parecer tão tentadoras que nos fazem perder o rumo ... Há muita pressão para que não façamos escolhas conscientes e que nos deixemos guiar por quem tem personalidades e planos de vida mais fortes.
Eu não sou imune à influência do meio e dos outros nas minhas escolhas, mas, estando consciente disso, posso tentar perceber as implicações das escolhas que faço.
E, assim, vou continuar a escolher caminhos na vida!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O conhecimento, esse bem de todos e de ninguém!!!

Desde que me tornei formador, que comecei a ser solicitado para passar conhecimento, tenho vindo a pensar na importância do conhecimento, na importância do saber. Hoje em dia, acho mesmo que sempre foi assim, quem tem conhecimento quer fazer ver a outros que terão que se submeter para poderem saber também. O conhecimento sempre foi um instrumento usado pelos seres humanos para controlar outros seres humanos. Hoje, na era da livre informação, continua a ser assim. Eram os homens sábios que detinham o poder pelo conhecimento, eram as igrejas que detinham o conhecimento, eram os doutores que detinham o conhecimento... são os espertos que detêm hoje o conhecimento. Na minha área, do trabalho do corpo, a procura de conhecimento deu origem a uma indústria monstruosa de formação. Hoje quem se sabe vender como formador, mesmo que não possua qualquer tipo de conhecimento verdadeiramente válido, entra no mercado da formação e faz se passar pelo que não é. Eu acho que o conhecimento está aí para ser partilhado. Há quem tenha a capacidade de ver com olhos especiais que permitem "transformar" o que vêem em conhecimento. É gente que consegue observar e ver a relevância daquilo que observa, consegue relacionar o que observa com outro conhecimento que já foi gerado por outros e, assim, trazer novo conhecimento à luz. Não vejo mal nenhum em cobrar pela transmissão do conhecimento. Mas, como aprendi com uma Senhora muito resolvida, o que estou a cobrar não é o conhecimento em si, o que estou a cobrar é o meu tempo. O conhecimento não tem preço, o tempo, por seu lado, tem um valor cada vez mais elevado. E onde se encontra o conhecimento que as pessoas veem procurar junto de mim, ou que eu vou procurar junto de outros? Encontra-se mesmo em frente dos nossos olhos, à mão de semear, "à distância de um clic". Quem procura e usa esse conhecimento? Muito pouca gente. Dá trabalho. Depois do clic há que dedicar-se à informação, há que mastigá-la, experimentá-la, senti-la, fazê-la nossa. Então podemos usá-la e disfrutar dela. Mas, como disse, muito pouca gente usa o seu tempo e a sua energia para se dedicar à séria a alguma coisa. Mais fica para que o faz...
Mesmo o conhecimento mastigado e experimentado por alguns, quando é disponibilizado, não serve de nada se não houver algum tempo de dedicação em digeri-lo, em torná-lo nosso. Assim, entendo que o conhecimento deve ser partilhado. Ele só serve a quem se dedica a ele e esses - pelo menos na minha área - vão usá-lo bem. São muito poucos, também é verdade, mas que "los hay los hay".

sábado, 29 de novembro de 2008

A linguagem do corpo

A linguagem do corpo não é feita de palavras, não é feita de números, não é feita de explicações racionais. A linguagem do corpo é feita de sensações. Qualquer explicação verbal ou escrita sobre o movimento do corpo é, em si, uma abstração. Quando eu quero explicar um determinado movimento corporal eu tenho que apelar às sensações que acompanham a execução desse movimento. Por muito bom que eu seja a descrever um movimento, o entendimento corporal sobre a minha explicação pelo meu interlocutor vai ser sempre parcial, se não mesmo nulo. Para podermos falar do corpo, para podermos verbalizar o movimento do corpo, temos, primeiro que desenvolver um léxico de sensações que nos permita saber do que estamos realmente a falar. Este léxico é aprendido pela execução atenta dos movimentos por forma a podermos captar as sensações que os acompanham e, assim, podermos reproduzi-los sempre que quisermos.
Da mesma forma, entendo que para podermos ensinar movimento, temos que ter sentido esse mesmo movimento. Podemos sempre teorizar sobre movimento, podemos sempre tentar criar generalizações (diria abstrações) sobre o movimento do corpo humano. Não passarão disso mesmo, generalizações (abstrações). Quem trabalha com o corpo humano sabe, ou já se deu conta em algum momento, que as generalizações não servem NUNCA em todos os corpos. Há sempre uma adaptação necessária para cada um, há sempre um elemento de individualização que é preciso ter em conta quando queremos resultados positivos. Quando ensinamos movimento e temos por base as nossas próprias vivências, facilmente transmitimos, para além de uma mecânica, as sensações que lhe estão associadas. Deste modo, cada um irá adaptar o seu corpo, biomecanicamente, por forma a procurar as sensações pretendidas em vez de reproduzir um padrão biomecânico.